Chegando à cidade

E finalmente chegou o dia! Depois de um longo planejamento, economia, conversões de moeda, você põe seus pezinhos no JFK. Nova Iorque, Nova Iorque! Ah... todas as compras, passeios, pontos turísticos, tudo que você vai poder conhecer e contar pra todo mundo...

Sai do portão e tenta exibir uma segurança de quem já fez isso mil vezes, de quem está em casa. Lembra do conselho da amiga e não aceita a oferta daquele povo que fica oferecendo tarifa especial do aeroporto para o hotel. Seguindo a cartilha, sai do desembarque, atravessa a rua e logo encontra o ponto de táxi oficial. "Ai, gente, os amarelinhos dos filmes!!" Fila, natural que tenha: um avião inteiro chegou junto com você e faz rigorosamente a mesma coisa. Mas o agente da compania de táxi agiliza o processo, já te pergunta pra onde vai e, como em linha de produção, te despacha no próximo carro.

Quando você deixa a área do aeroporto o trajeto se torna menos glamouroso. Além do congestionamento, você pode estar experimentando o primeiro choque térmico da sua vida, dependendo da época que tenha escolhido para a visita. No inverno, temperaturas externas muito baixas e nos carros, lojas, ambientes fechados de maneira geral, um calor que te obriga a tirar o casaco. No verão, o contrário. Esta talvez seja a primeira lição da moda novaiorquina: vista-se em camadas, "in layers", como dizemos aqui.

Você cruza a ponte e se encanta com o perfil da cidade no horizonte. Procura o espaco no céu onde estariam as torres gêmeas (não é só você que faz isso, fica tranqüilo), reconhece uns edifícios ainda sem muita certeza dos nomes, lembra de todos os filmes em que estranhou a escada de incêndio fazendo vai-e-vem na fachada dos prédios. Pensa em quanto vai andar nos próximos dias e já se arrepende de ter trazido sapatos de salto. Bem que a tal amiga avisou: leve pouca bagagem e um calcado bem confortável...
Enfim, o hotel. O táxi para. Você conta suas doletas, que vão ter que durar alguns dias e muitas compras, e entrega para o motorista. Dinheiro exato, contadinho, direitinho, pra não ter problema. Você abre seu sorriso, simpatia brasileira, e recebe em troca um desaforo...Que houve? Gorjeta, GORJETA!
Não é qualquer moedinha, não se iluda. Há uns padrões habituais, como os 15% de serviço em restaurantes, exceto redes de fast food e self-service. Quando estiver se preparando para a viagem, portanto, calcule sempre um extra para as tips e para a taxa municipal de 8,625% cobrada no ato da compra nas infinitas lojas da cidade.